A recomendação da American Cancer Society antecipa em cinco anos a realização de testes que detectam esse tumor precocemente. Isso vai valer no Brasil?

 

Cinquenta anos costuma ser a idade de namoro para pessoas sem sintomas ou histórico familiar começaram e fazer exames que detectam o cancro colorretal em seus primeiros passos. Mas a American Cancer Society (ACS) resolveu antecipar o início dos testes dos 45 anos em diante. Por quê?

Segundo a novidade diretriz da ACS, nas últimas décadas têm se observado um aumento significativo na incidência dos tumores de tripa em adultos mais jovens. Estima-se, por exemplo, que pessoas nascidas na dez de 1990 possuem um risco quatro vezes maior de desenvolver cancro no reto (a porção final do tripa) do que as que vieram ao mundo nos anos 1950.

“Esse é um fenômeno global, mas principalmente relevante no Poente, em países desenvolvidos”, afirma o médico Henrique Fillmann, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). “Não sabemos ao manifesto o motivo desse aumento nos casos, mas é provável que ele esteja ligado aos hábitos de vida modernos”, analisa.

Obesidade, sedentarismo, falta de fibras e excesso de carnes vermelhas na dieta estão entre as possíveis causas do cancro colorretal. No Brasil, o Instituto Vernáculo de Cancro (Inca) estima 36 360 novos casos da doença só em 2018.

Detalhes da novidade recomendação contra o cancro colorretal

Cabe substanciar: pessoas sem sintomas ou histórico familiar devem estrear a fazer exames para detectar o cancro colorretal a partir dos 45 anos, segundo a ACS. Mas quais testes são esses?

Uma opção defendida pela entidade americana – e pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia – é se sujeitar a uma colonoscopia. Se as imagens não acusarem zero, a pessoa só precisa repetir o procedimento posteriormente 10 anos, salvo outra indicação do médico.

Porquê opção, dá para associar o vistoria de sangue oculto nas fezes – um teste que avalia a presença de partículas de sangue no cocô que indicam lesões cancerosas – com a chamada retosigmoidoscopia maleável. Esse vistoria de imagem de nome complicado é, digamos, uma espécie de colonoscopia simplificada, que visualiza o lado esquerdo do tripa, onde se alojam a maioria dos tumores.

Nesse cenário, o ideal é repetir o vistoria de sangue oculto nas fezes todo ano e a sigmoidoscopia maleável, a cada três ou cinco anos.
A escolha entre esses métodos depende da estrutura dos hospitais locais, da cobertura do seguro, da fileira de atendimento na rede pública e até de características pessoais.

O Brasil vai seguir essa diretriz?

A muito da verdade, as recomendações atuais da SBCP se assemelham com essa versão renovada vinda dos Estados Unidos. “O que muda mesmo é a idade em que começam os exames, que por cá segue em 50 anos”, diferencia Fillmann.

Antes de implementá-la oficialmente no Brasil, seria necessário fazer um estudo do impacto da medida, tanto do ponto de vista de prevenção de mortes quanto do gasto que isso representaria. A decisão envolve sociedades e associações médicas e o próprio Ministério da Saúde.

Apesar disso, Fillmann acredita que, no horizonte, essa antecipação de cinco anos deve desembarcar em terras verde-amarelas. “Aliás, já há médicos daqui sugerindo a prática para seus pacientes”, diz. É uma questão de o seguro ou o próprio tipo arcar com os custos.

E quem tem histórico familiar de cancro colorretal?

Aí a situação muda bastante e exige comitiva próximo do médico. Via de regra, a pessoa precisa estrear os exames dez anos antes da idade em que o familiar foi diagnosticado com esse tumor – ou, no supremo, a partir dos 50 anos. A frequência dos testes também costuma ser maior.

“Mas o veste é que cada tipo deve receber uma orientação de harmonia com suas características pessoais”, avisa Fillmann. Até porque outros problemas, porquê a doença de Crohn ou a retocolite ulcerativa, elevam o risco de nódulos malignos no tripa.

Sintomas do cancro colorretal

Fique cauteloso a sangramentos, fezes escuras, fraqueza, perda de peso e mudança prolongada dos hábitos intestinais. Só tenha em mente que muitos desses sinais podem dar as caras só quando o tumor avançou bastante no organização.

Fazer o rastreamento adequado da doença é, portanto, a melhor maneira de diagnosticá-la precocemente, o que aumenta pra valer as chances de trato.